🌸 É Tão Lindo...
Lá vou eu escrever clichês... *Mas é mesmo tão lindo, deixa assim como está — e eu adoro.
É tão lindo, é tão bom se gostar — e eu adoro.
Difícil é a gente encontrar um bom amigo...
Ahhh, genteee, eu realmente acho essa música muiiiito fofa!
Ok, ok… pode até parecer besteira, pode até não interessar a ninguém esse post, pode até nenhum sentido fazer.
Também pode parecer demasiado simples para muitos, mas enfim… O que eu tenho a dizer é que pode ser mesmo todas essas coisas que pensarem sobre esta publicação — ou até mesmo sobre o que estou prestes a apresentar a vocês!
Só quero ressaltar a ideia de é isso que eu penso.
Eu realmente acho lindo. É bonito ver beleza onde, muitas vezes, as pessoas acham estranho.
Há graça no diferente.
A beleza está em todos os cantos e lugares — basta virar um bocadinho a chave para conseguir ver diferente.
Pode parecer ridículo o que vou dizer agora, mas penso que seja verdade:
podemos achar horrível o mundo da Cracolândia, por exemplo.
Mas quem está lá pode achar bonito o que lá têm — ou mesmo as pessoas de fora podem encontrar beleza lá dentro: beleza na cumplicidade que possa existir, na parceria, na empatia partilhada entre as pessoas daquele meio.
Só os aventureiros e bem-dispostos podem encontrar beleza onde poucos a veem.
Sabe, Vik Muniz ensinou-nos isso.
Eu passei a conhecer o trabalho do Vik Muniz depois de um documentário apresentado em aula pelo professor Rui Zink — “Lixo Extraordinário” — e fiquei maravilhada ao ver como aquele homem foi buscar beleza no lixo.
Vik Muniz dá-nos uma grande lição: muitas vezes damos valor às pessoas pelo que elas têm — em termos de posses, higiene, trabalho, dinheiro.
Valorizamos pessoas bonitas, bem-cheirosas, com diamantes nos dedos e pérolas ao pescoço; mulheres bem apresentadas, com roupas de milhões, carros de luxo…
Outros valorizam o conhecimento — o saber demasiado, a matemática, os clássicos da literatura, a política, a geografia, a história, as ciências… o falar bonito, como os filósofos.
Mas sabem, muitas vezes esquecemo-nos de olhar para coisas bonitas que estão à nossa volta, basta apenas abrir um pouquinho os olhos.
Há coisas bonitas em cada um de nós, se soubermos olhar para dentro.
Há coisas bonitas em todos os seres humanos — e não é pelo que essas pessoas têm em termos de bens materiais sobretudo, é pela sua simplicidade mesmo.
Pelo trabalho que escolhem fazer todos os dias, pelas lutas que escolhem lutar constantemente para manter a vida dos que mais amam e as suas próprias.
A escolha de viver todos os dias também é muito bonita.
Há quem desista de tentar ver beleza no mundo que as rodeia…
Eu só queria, com este post (um pouco confuso, talvez, simples e muito clichê — ou lamechas, como quiserem), convidar-vos a ver a beleza do mundo que nos cerca, enquanto ainda temos a oportunidade de ver, sentir e perceber.
Deixo, a seguir, o link e a letra da música (que para muitos pode parecer bucólica ou simples de mais, quase tal como Alberto Caeiro, que me inspirou a transcrever esses pensamentos).
É TÃO LINDO (Turma do Balão Mágico):
https://youtu.be/uoa-IBw9Fug?si=k6Rc3UdvO9S8fvL8
Só para complementar… A canção “É Tão Lindo” do balão Mágico... bem, não sei explicar... Só sei dizer que me toca de um jeitinho especial, talvez seja pelo facto da música ter nascido durante um tempo em que o Brasil tentava voltar a acreditar nas coisas boas. Os anos 80 vinham cheios de cores, programas infantis e músicas que falavam de amizade e esperança, como quem queria curar o cinza e o mundo sem cor que ficou da ditadura. E essa canção, simples e doce, é quase um lembrete de que ainda é possível ver o mundo com olhos puros, como os de uma criança. Acho que é isso que me inspira também: perceber que o belo não está só nas grandes conquistas ou nas pessoas perfeitas, mas no afeto que compartilhamos e podemos compartilhar, nas amizades sinceras, nas pequenas coisas que fazem o dia mais leve. E no fim, é lindo, é tão lindo mesmo— quando a gente escolhe ver o mundo com um pouco mais de amor e empatia.
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